Abri lentamente o zíper do estojo preto. Retirei, encarando com tensão, o que até então, parecia inofensivo. Uma simples utilidade, cortar pontas de lápis…não pele. Hoje, pela primeira vez, experimentei um novo alívio. Condenava essa prática - é um absurdo pensar que aliviará uma dor tão intensa - e foi assim que agilmente retirei o parafuso que segurava a lâmina. Estava levemente enferrujada numa de suas pontas, fazendo-me invertê-la. Escorreguei com precisão no pulso esquerdo a lâmina afiada, enterrando de uma vez na pele. Logo que perfurei, arrastei por alguns centímetros. Era uma nova sensação, uma leve queimação, talvez coceira. A cor avermelhada já começara aparecer. Um filete se abriu…ardência. Suspirei satisfeita. (Ou melhor, insatisfeita) Desloquei a lâmina aos lados, repetindo o procedimento, e uma ideia fixa não saia de minha mente. ”Perdi quem mais amo no mundo, distanciei quem me queria bem, destruí uniões sem ao menos perceber.” E já era hora de encarar a realidade. Estou sozinha, sem abraços. As pequenas gotículas avermelhadas se juntaram as lágrimas. E foi assim que descobri uma forma curiosa, porém dolorosa, de lidar com isso. Mas sabe…pra quem está sozinho, qualquer alívio, é uma válvula de escape […] (a-promessa - Diana Seelaender)
E foi assim, ela nunca tinha tocado em uma lâmina antes, pelo menos pra se cortar não. E hoje ? Ah! hoje ela faz coleção, assim como coleciona cortes e decepções. Com isso tudo veio incluso ela ser fria também, é. Ela aprendeu com um tempo, que as pessoas enjoam de garotinhas doces. As pessoas se afastavam dela do nada, sem se quer dizer “Adeus”. Enjoaram de tanta açúcar e reclamavam, daí ela virou uma garota amarga, e continuam reclamando, talvez por que querem que aquela idiota, doce, e que acreditava nas mentiras de todos, volte. Haha, desculpa, mas aquela garota morreu e junto com ela foi toda a inocência, e como todos os mortos, com ela não vai ser diferente, esqueça, ela não volta. (mdug)
Abri lentamente o zíper do estojo preto. Retirei, encarando com tensão, o que até então, parecia inofensivo. Uma simples utilidade, cortar pontas de lápis…não pele. Hoje, pela primeira vez, experimentei um novo alívio. Condenava essa prática - é um absurdo pensar que aliviará uma dor tão intensa - e foi assim que agilmente retirei o parafuso que segurava a lâmina. Estava levemente enferrujada numa de suas pontas, fazendo-me invertê-la. Escorreguei com precisão no pulso esquerdo a lâmina afiada, enterrando de uma vez na pele. Logo que perfurei, arrastei por alguns centímetros. Era uma nova sensação, uma leve queimação, talvez coceira. A cor avermelhada já começara aparecer. Um filete se abriu…ardência. Suspirei satisfeita. (Ou melhor, insatisfeita) Desloquei a lâmina aos lados, repetindo o procedimento, e uma ideia fixa não saia de minha mente. ”Perdi quem mais amo no mundo, distanciei quem me queria bem, destruí uniões sem ao menos perceber.” E já era hora de encarar a realidade. Estou sozinha, sem abraços. As pequenas gotículas avermelhadas se juntaram as lágrimas. E foi assim que descobri uma forma curiosa, porém dolorosa, de lidar com isso. Mas sabe…pra quem está sozinho, qualquer alívio, é uma válvula de escape […] (a-promessa - Diana Seelaender)


![restituir-me:
Abri lentamente o zíper do estojo preto. Retirei, encarando com tensão, o que até então, parecia inofensivo. Uma simples utilidade, cortar pontas de lápis…não pele. Hoje, pela primeira vez, experimentei um novo alívio. Condenava essa prática - é um absurdo pensar que aliviará uma dor tão intensa - e foi assim que agilmente retirei o parafuso que segurava a lâmina. Estava levemente enferrujada numa de suas pontas, fazendo-me invertê-la. Escorreguei com precisão no pulso esquerdo a lâmina afiada, enterrando de uma vez na pele. Logo que perfurei, arrastei por alguns centímetros. Era uma nova sensação, uma leve queimação, talvez coceira. A cor avermelhada já começara aparecer. Um filete se abriu…ardência. Suspirei satisfeita. (Ou melhor, insatisfeita) Desloquei a lâmina aos lados, repetindo o procedimento, e uma ideia fixa não saia de minha mente. ”Perdi quem mais amo no mundo, distanciei quem me queria bem, destruí uniões sem ao menos perceber.” E já era hora de encarar a realidade. Estou sozinha, sem abraços. As pequenas gotículas avermelhadas se juntaram as lágrimas. E foi assim que descobri uma forma curiosa, porém dolorosa, de lidar com isso. Mas sabe…pra quem está sozinho, qualquer alívio, é uma válvula de escape […] (a-promessa - Diana Seelaender)](http://25.media.tumblr.com/tumblr_m0u1tchqvF1rok9k9o1_500.jpg)
